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Mostrando postagens de fevereiro, 2015

Open Road

Escrever não é uma coisa que você consegue controlar. Eu, pelo menos, não funciono assim, não quando o assunto é escrever sobre como estou de fato. Quero dizer, se fosse pra contar uma história de outra pessoa, em outro mundo, com outra vida, daí a coisa seria diferente. Fecho os olhos e imagino as infinitas (ou quase isso) possibilidades que essa novos pessoa criada por mim tem. Mas comigo? Minha vida não é um sorteio, com lançamentos de dados decidindo se viro uma médica ou uma professora. Sou eu quem faço essas decisões e mesmo que eu também acredite em destino, não tem lógica deixar tudo - tanto os erros quanto os acertos - nas mãos desse senhor super ocupado. Mesmo que eu erre nas horas erradas, que eu escolha uma coisa e depois repense minha decisão, ela ainda é minha. Todo mundo comete erros, e não é o destino que te leva a fazer isso, é você mesmo e o mundo ...

Por que o que nos deixa pra baixo nem sempre é uma âncora

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Todo mundo já se sentiu depressivo, irritado, nervoso, com raiva ou simplesmente, puramente e sem motivo, ou com motivos além da conta, triste. Cada um de nós já passou por isso, e  posso dizer? É uma merda. É uma merda estar na fossa, é uma merda pensar que sua vida não tem um lugar melhor pra ir, que a vida dos outros seria melhor se a sua existência fosse apenas uma ideia desvairada. Não nos traz nenhuma sensação boa esse sentimento, mas mesmo assim, quem nunca? A gente fica desse jeito por tantos motivos, tantas variáveis. Mas o curioso é que o que mais me deixa pra baixo é uma crítica, forte, ácida, maliciosa mesmo, contra mim, de alguém que importa demais na minha vida. Tudo o que eu consigo pensar é: por que eu tô aqui? Eu sou uma inútil. Claramente não tô ajudando na situação, quero ir embora, sair daqui e nunca mais voltar. Muita gente pensa que chorar é um ato de tristeza, e é mesmo, mas além disso, é um ato de reviravolta, consigo mesmo. Muitas vezes por ...

Pensamentos

Cá estamos nós, quase dois anos depois. Nós, digo eu e eu mesma, porque isso é praticamente um diário. Eu não escrevi nada em 2014, não por ter esquecido, mas talvez por falta do que falar. Eu pensava, chegava até a digitar, mas meus pensamentos eram pessoais demais para serem largados na internet, onde todos poderiam ler e julgar e apontar os defeitos. Por isso, acabei me distanciando. Contudo, hoje voltou a gritar a necessidade de deixar alguma memória, alguma coisa escrita pra trás. O que eu realmente sinto não é um dos melhores sentimentos no momento, e sim uma espécie de gosma negra que às vezes toma conta do meu coração, fazendo-o doer e alguns pensamentos chatos voltarem a minha mente. Afinal. Você já pensou no que significa sair dessa vida? Deixar a companhia de todas as pessoas que te cercam, suas responsabilidades, seus amores, seus sonhos, tudo isso, pra trás? Todo mundo, quase, já pensou. Eu, pelo menos.