Open Road
Escrever não é uma coisa que você consegue controlar. Eu, pelo menos, não funciono assim, não quando o assunto é escrever sobre como estou de fato.
Quero dizer, se fosse pra contar uma história de outra pessoa, em outro mundo, com outra vida, daí a coisa seria diferente. Fecho os olhos e imagino as infinitas (ou quase isso) possibilidades que essa novos pessoa criada por mim tem.
Mas comigo? Minha vida não é um sorteio, com lançamentos de dados decidindo se viro uma médica ou uma professora. Sou eu quem faço essas decisões e mesmo que eu também acredite em destino, não tem lógica deixar tudo - tanto os erros quanto os acertos - nas mãos desse senhor super ocupado.
Mesmo que eu erre nas horas erradas, que eu escolha uma coisa e depois repense minha decisão, ela ainda é minha. Todo mundo comete erros, e não é o destino que te leva a fazer isso, é você mesmo e o mundo em que vive, te influencia, te transmite ideias e ideais.
Então sim, minha vida provavelmente não é divertida que nem da personagem que na minha cabeça é a chave para um enigma de uma sociedade futurística, isso é verdade. Mas ela ainda é, totalmente e incrivelmente e lindamente, minha. Eu ainda tenho uma voz nela, mesmo que às vezes ela soe rouca.
E, no final do dia, é esse poder que nós temos em frente de nós que nos guia: ter uma estrada livre aí, que leva a mil destinos, mil cidades, mil culturas e milhares de experiências inesquecíveis.
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