Por que o que nos deixa pra baixo nem sempre é uma âncora

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Todo mundo já se sentiu depressivo, irritado, nervoso, com raiva ou simplesmente, puramente e sem motivo, ou com motivos além da conta, triste.

Cada um de nós já passou por isso, e  posso dizer? É uma merda. É uma merda estar na fossa, é uma merda pensar que sua vida não tem um lugar melhor pra ir, que a vida dos outros seria melhor se a sua existência fosse apenas uma ideia desvairada. Não nos traz nenhuma sensação boa esse sentimento, mas mesmo assim, quem nunca?

A gente fica desse jeito por tantos motivos, tantas variáveis. Mas o curioso é que o que mais me deixa pra baixo é uma crítica, forte, ácida, maliciosa mesmo, contra mim, de alguém que importa demais na minha vida. Tudo o que eu consigo pensar é: por que eu tô aqui? Eu sou uma inútil. Claramente não tô ajudando na situação, quero ir embora, sair daqui e nunca mais voltar.

Muita gente pensa que chorar é um ato de tristeza, e é mesmo, mas além disso, é um ato de reviravolta, consigo mesmo. Muitas vezes por raiva, algumas por alegria, mas sempre causado por fortes emoções que a gente não controla, e simplesmente tem que extravasar. Nesses momentos meus, isso é o que eu mais quero fazer.

Mas por quê? Por que você errou e alguém notou isso e pisou no calinho que machuca? É algo doloroso, às vezes difícil de aguentar mesmo, mas mais que tudo, tem que ter a volta por cima. Não pode se abalar, não para sempre ao menos.

A fossa é uma merda, eu já disse. Ela só é boa pra ouvir músicas de fossa e depois de alguns minutos assim, o som acaba e só fica o silêncio dolorido. Exatamente por isso, estar na fossa não pode ser uma condição, tem que ser um momento. Não podemos, por mais que sim, ás vezes é só isso que eu quero fazer, ficar na deriva, só esperando que alguém venha e fala "não, queridinho, ela tava errada, você é incrível". Você pode até precisar disso, de vez em quando, mas tenha em mente: tu é incrível de qualquer jeito, alguém te falando isso ou não. Por isso mesmo, chega de ser autopiedoso, sacode a poeira e vai recuperar o que perdeu e consertar o que alguém te relembrou, mesmo que com palavras afiadas, que estava quebrado.

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