A bad de cada dia

Faz tanto tempo que eu não escrevo aqui.

Depois de um tempo, eu simplesmente acabei perdendo esse costume. No lugar, ficaram muitos documentos do Word com títulos esquisitos.

Porém, eu estava hoje, atolada de coisas para fazer, com mil trabalhos pra apresentar, provas para estudar e textos para ler. Mas foi aí que me bateu uma bad. Uma sensação horrível, que por algum motivo, vem me visitando cada vez mais. É como um monstro invísivel, que me puxa longe da realidade, me diminui e me deixa invisível. Que me faz parar pra pensar "por que se esforçar?". É um misto de cansaço, medo, tristeza e raiva. E um pouco, talvez, de ciúmes.

Mas o que prevalece é a sensação, contínua, de ser trouxa. De ser tão trouxa por pensar que as pessoas realmente me veem como alguém importante, quando claramente, elas não têm a mínima vontade de perder um tempinho pra sei lá, conversar. E eu, como sempre, finjo que tá tudo bem. "Nossa, eu tô maravilhosa! Imagina, tá tudo certo." Essa sou eu. "Ei, vamos fazer algo? Ei, que tal sairmos? Ei..." E pra quê? Pra quê, se eu sei que no final do dia, não vão ser de mim que elas vão se lembrar, se quiserem conversar, e se eu estiver mal, provavelmente não vou me sentir digna de incomodar. Pra quê, se a certeza da minha fungibilidade é tão grande quanto a vontade de ficar parada olhando a tinta secar na parede?

A verdade é que nessas horas, eu fico cansada de tudo. E daí, eu sou novamente trouxa, imaginando que vão notar. Vão perguntar, vão se preocupar. Se isso acontece? Não sei. Geralmente, cai alguma migalha de atenção e eu, feito a trouxa que sou, corro pra pegar.

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