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A bad de cada dia

Faz tanto tempo que eu não escrevo aqui. Depois de um tempo, eu simplesmente acabei perdendo esse costume. No lugar, ficaram muitos documentos do Word com títulos esquisitos. Porém, eu estava hoje, atolada de coisas para fazer, com mil trabalhos pra apresentar, provas para estudar e textos para ler. Mas foi aí que me bateu uma bad. Uma sensação horrível, que por algum motivo, vem me visitando cada vez mais. É como um monstro invísivel, que me puxa longe da realidade, me diminui e me deixa invisível. Que me faz parar pra pensar "por que se esforçar?". É um misto de cansaço, medo, tristeza e raiva. E um pouco, talvez, de ciúmes. Mas o que prevalece é a sensação, contínua, de ser trouxa. De ser tão trouxa por pensar que as pessoas realmente me veem como alguém importante, quando claramente, elas não têm a mínima vontade de perder um tempinho pra sei lá, conversar. E eu, como sempre, finjo que tá tudo bem. "Nossa, eu tô maravilhosa! Imagina, tá tudo certo."...

23:22

A gente depende TANTO da opinião e da aprovação dos outros, né? Alguns em particular, claro. Por isso, quando fazemos uma coisa idiota (o que, por mais que eu me esforce, sempre acontece) dói três milhões de vezes mais ouvir uma reprovação de alguém que importa demais do que de uma pessoa qualquer. Não sei por que escrevi esse texto ao certo. Só sei que, às vezes, fazemos coisas muito (MUITO) idiotas e só queremos poder voltar naquele instantezinho e impedir a nós mesmos de sermos babacas. Não dá, infelizmente. A gente acaba na merda mesmo. Mas quem sabe uma hora gente acerta. Nem que seja só uma vez.

Sobre querer ser mais

É difícil ser um adolescente nos dias de hoje. É difícil ser criança, é difícil ser jovem, é difícil ser adulto e especialmente complicado ser um idoso. Todos nós, no fundo, sabemos disso. Sabemos que cada uma das 7 (ou 8?) bilhões de cabecinhas humanas tiveram seus problemas, suas dificuldades e seus dias difíceis. Mesmo assim, é impossível, porque é algo intrínseco ao ser humano, deixar de ser esmagado por algum sentimento pesado que na nossa mente é unicamente sentido por nós, só nós, nesse universo particular. Como quando eu me revolto comigo mesma. Quando não consigo resolver aquele problema de Física, e leio uma reportagem sobre um menino super dotado que entrou em Harvard com 10 anos. Como quando eu como chocolate e depois me sinto gorda. Quando entro no tumblr e vejo um festival de meninas lindas, estilosas, perfeitas e quase inimagináveis. Com seus corpos definido...

Open Road

Escrever não é uma coisa que você consegue controlar. Eu, pelo menos, não funciono assim, não quando o assunto é escrever sobre como estou de fato. Quero dizer, se fosse pra contar uma história de outra pessoa, em outro mundo, com outra vida, daí a coisa seria diferente. Fecho os olhos e imagino as infinitas (ou quase isso) possibilidades que essa novos pessoa criada por mim tem. Mas comigo? Minha vida não é um sorteio, com lançamentos de dados decidindo se viro uma médica ou uma professora. Sou eu quem faço essas decisões e mesmo que eu também acredite em destino, não tem lógica deixar tudo - tanto os erros quanto os acertos - nas mãos desse senhor super ocupado. Mesmo que eu erre nas horas erradas, que eu escolha uma coisa e depois repense minha decisão, ela ainda é minha. Todo mundo comete erros, e não é o destino que te leva a fazer isso, é você mesmo e o mundo ...

Por que o que nos deixa pra baixo nem sempre é uma âncora

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Todo mundo já se sentiu depressivo, irritado, nervoso, com raiva ou simplesmente, puramente e sem motivo, ou com motivos além da conta, triste. Cada um de nós já passou por isso, e  posso dizer? É uma merda. É uma merda estar na fossa, é uma merda pensar que sua vida não tem um lugar melhor pra ir, que a vida dos outros seria melhor se a sua existência fosse apenas uma ideia desvairada. Não nos traz nenhuma sensação boa esse sentimento, mas mesmo assim, quem nunca? A gente fica desse jeito por tantos motivos, tantas variáveis. Mas o curioso é que o que mais me deixa pra baixo é uma crítica, forte, ácida, maliciosa mesmo, contra mim, de alguém que importa demais na minha vida. Tudo o que eu consigo pensar é: por que eu tô aqui? Eu sou uma inútil. Claramente não tô ajudando na situação, quero ir embora, sair daqui e nunca mais voltar. Muita gente pensa que chorar é um ato de tristeza, e é mesmo, mas além disso, é um ato de reviravolta, consigo mesmo. Muitas vezes por ...

Pensamentos

Cá estamos nós, quase dois anos depois. Nós, digo eu e eu mesma, porque isso é praticamente um diário. Eu não escrevi nada em 2014, não por ter esquecido, mas talvez por falta do que falar. Eu pensava, chegava até a digitar, mas meus pensamentos eram pessoais demais para serem largados na internet, onde todos poderiam ler e julgar e apontar os defeitos. Por isso, acabei me distanciando. Contudo, hoje voltou a gritar a necessidade de deixar alguma memória, alguma coisa escrita pra trás. O que eu realmente sinto não é um dos melhores sentimentos no momento, e sim uma espécie de gosma negra que às vezes toma conta do meu coração, fazendo-o doer e alguns pensamentos chatos voltarem a minha mente. Afinal. Você já pensou no que significa sair dessa vida? Deixar a companhia de todas as pessoas que te cercam, suas responsabilidades, seus amores, seus sonhos, tudo isso, pra trás? Todo mundo, quase, já pensou. Eu, pelo menos.

Coisas adoráveis, manias fofas e outras informações

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(Não, não há um motivo específico para essa foto. Se lembrem das ALEATORIEDADES !) Eu amo listas. Sou dessas que fazem listas pra tudo e aquela sensação de riscar alguma coisa feita é maravilhosa para a minha pessoa, me sinto útil e organizada. Por isso, fico admirada que, em todo esse tempo que mantenho esse blog quase secreto, nunca tenha feito sequer uma listinha. Quando notei nisso, eu estava pensando numa das coisas mais aleatórias do mundo: certas coisas que meninos fazem ou têm ou são que eu acho charmoso. Nunca tinha parado pra pensar nisso com atenção, mas veio à minha cabeça isso um dia desses no meio da aula de Química? . Pensando nisso, comecei a notar certas coisas que até passam despercebidas e também me perguntei: será que os meninos pensam nessas ~aleatoriedades~ também? E quando digo coisas, quero dizer algo além da aparência, porque a aparência é óbvio que todos notamos. Mesmo que não seja um fator importante no final das contas. ~ A LISTA ~ 1...